Realizando a atividade sobre modelos pedagógicos, começo a refletir sobre a minha própria prática, e me deparo com todas em determinadas situações e turmas. O que me chamou mais atenção é que sendo um professor reflexivo, devemos pensar todo dia nossa prática para não reproduzir a maneira como fomos ensinados, mas será que conseguimos apagar isto da memoria? Me parece impossível, pois de vez em quando oscilamos entre os mais variados modelos em nosso cotidiano, sem esquecer da nossa bagagens, seja ela como for, nos pertence e nos acompanha eternamente.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Ensino Regular
Tenho uma aluno que atualmente está no 3º ano do ensino médio, ela veio de uma escolar particular, os pais tem um poder aquisitivo muito favorável, e ela logo que chegou ao ensino regular não trouxe nada de laudo, ou de qualquer indícios que necessitava frequentar a sala de recursos. Extremamente dedicada, em tudo que fazia, mas nas provas não conseguia atingir o mínimo exigido para aprovação, e cada vez que se devolvia a prova, pedia licença e saia chorando da sala. Numa determinada ocasião solicitamos a presença da mãe que relatou toda a situação da aluna, nos pediu sigilo para não constranger a aluna, e exigiu um tratamento igual aos colegas, agora frequentando a sala de recursos. Percebi que na entrega de boletins os pais são extremamente discretos, pois o da aluna é parecer e não conceito como dos colega.
Diante desse relato se percebe claramente uma situação de discriminação, pois os pais tem vergonha das dificuldades da filha e acabam transmitindo isso á ela.
Atividade de Seminário Integrador
Realizando a atividade de Seminário Integrador, me chama a atenção para tantos relatos de situações de discriminação, intolerância, preconceito, e muito pior é pensar que isso acontece todos os dias e a todo o momento das mais diversas formas e maneiras, como educadora me questionam onde está a falha? Família? Sociedade?
Ainda não sei a resposta, só sei que algo mudou muito dentro de mim, e alguma coisa vou fazer, por mais que seja só uma gota diante desse imenso universo!
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Inclusão,será?
Nosso querido irmão, apesar das
dificuldades foi crescendo, demorou para andar, falar, comer...Frequentou a
APAE, durante um bom tempo se alfabetizou na escola regular e frequentou até o
7 ano, depois os colegas começaram a rir dele e dizer que ele era muito diferente,
isso fez com que desistisse de ir à escola.
Aprendeu a ler e a escrever, faz
muito bem as quatro operações é inteligente e muitas coisas é bem autônomo.
Neste caso em especial a inclusão só foi
possível até um certo momento, porque a escola e nem as professoras sabiam como
agir com ele, a escola não estava preparada para recebe-lo, e não se dispunha
de nenhuma sala de recursos. Ele hoje é uma pessoa muito fácil de conviver e tem
uma inteligência extraordinária, mas ainda sofre muita discriminação por ser
doente e preto.
A Hora da Verdade...
Ao ser internado, o pediatra
errou a dosagem do antibiótico e o bebê entrou em coma e foi necessária uma UTI
neonatal e portanto uma transferência de hospital. A mãe e o bebê ficaram fora
por três meses, nós ficamos em casa com o pai, muita pouca notícia e a mãe só
ligava quando precisava que o pai mandasse mais dinheiro.
Quando retornaram, sabíamos que nunca
mais seríamos a mesma família de antes, o bebê chorava dia e noite, meus pais
se revezavam nos cuidados, minha mãe não queria saber de curiosos e dali em
diante tudo mudou, passou correndo de um médico para outro, de um hospital para
outro, até a constatação que o bebê era deficiente mental e mais tarde
diagnosticado com esquizofrenia.
Perdemos nossa infância, meus
pais venderam tudo que puderam e mais um pouco, as brigas começaram um culpava
o outro pelo acontecido, o pai começou a beber e a mãe só tinha olhos para o
menino, tudo desmoronou.
O Outro Lado da História...
Quando minha mãe engravidou todos
comemoramos, enfim o tão esperado menino chegaria depois de duas meninas. O
sonho do meu pai era ter um filho homem.
Lembro-me como se fosse hoje, era
7 fevereiros 1985 o dia clareou cedo um sol radiante, levantei cedo e espiei
pela janela, lá estava ela com a mangueira de água lavando as calçadas fiquei
por alguns segundos observando e logo percebi que entre uma esfregada e outra
se curvava e segurava a barriga enorme. Logo fomos todos para o hospital, ela
sempre com muita dor, o médico ainda não havia chegado e as dores
continuavam...
Ele demorou muito até chegar e
ela teve o bebê praticamente sozinha, demoramos até ouvir o choro naquele momento
percebemos que algo havia dado errado...
Ele nasceu roxo, engoliu água do
parto e precisou ser internado.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Questões Étnico-Raciais na Educação, Sociologia e História
Porque o exterior não pode mudar se o interior não mudar primeiro, diz-se daqueles que querem mudar o mundo..
Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História
Nossa primeira aula da interdisciplinar Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, nos fez fazer uma reflexão sobre assuntos que estão presentes em nosso cotidiano escolar e muitas vezes não nos damos conta que vivemos numa sociedade de muitos direitos e de poucos deveres, principalmente se tratando de alunos negros, que muitas vezes deixamos de promover práticas ou até mesmo conversas que promovam o respeito as diversidades. Na escola onde trabalho não há alunos negros, mas mesmo assim todos nós professores inclusive eu, temos o dever de ensinar e refletir junto com nossos alunos a História do Brasil, por ser o Brasil um país com uma imensa diversidade étnica e cultural. Ressaltando ainda que a "Lei 10.639/03 é promover meios que permitem negros, índios e brancos darem-se as mãos, em uma dança de paz, rumo a construção de uma nação igualitária, livre e solidária".
Retorno ás aulas!
Na última quinta-feira (31/09), retornamos ás aula do IV Eixo muitas expectativas e aprendizagens para as novas interdisciplinar. Mais um semestre se inicia e com ele iremos desfrutar de experiências incríveis de todos nossos momentos de aprendizado. Nada pode substituir a influencia do outro sobre nós mesmos, compartilhando experiências e aprendidos!
Bom retorno á todas!
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